sábado, 30 de setembro de 2017

Nestlé está 'envenenando' a população brasileira, denuncia reportagem do The New York Times


Com a onda dos alimentos orgânicos e da alimentação saudável, você já deve ter imaginado que as comidinhas industrializadas estão com os dias contados.
Que nada! Diversas empresas do setor estão investindo pesado nos países em desenvolvimento, como o Brasil, e o resultado disso é uma piora significativa na saúde pública (e muito, muito mais gordurinhas).

Conforme noticiou o The New York Times, atualmente nosso país está enfrentando uma séria epidemia de obesidade. Existem 700 milhões de pessoas obesas no mundo, sendo que em países da America Latina, África e Ásia, os casos dobraram entre 1980 e 2015.
Para grande parcela dos nutricionistas, essa epidemia de obesidade está ligada às vendas de produtos industrializados, que cresceu 25% em todo mundo, de acordo com a publicação.
Nos países pobres, onde a população não tem fácil acesso a uma alimentação saudável e balanceada, o consumo rápido, barato e muitas vezes visto como “status” (por falta de orientação adequada, a população é convencida pela publicidade) vem contribuindo para sérios problemas de saúde que envolvem a obesidade, como a diabetes e a hipertensão, por exemplo.
Delivery perigoso
Para alcançar esse público mais carente, algumas empresas, como é o caso da Nestlé, possuem um programa de vendedoras, que entregam os produtos de porta em porta pela comunidade.
Nestlé está 'envenenando' a população brasileira, denuncia reportagem do The New York Times
– Vendedoras fazendo entrega em comunidade carente de Fortaleza.
Sem acesso a informação, esses consumidores acabam deixando-se conquistar pela popularidade da empresa, ou pelos anúncios nos rótulos que prometem vitaminas entre outros benefícios, e entregam a saúde de sua família aos produtos.
Resultado? Famílias pobres que, além de desnutridas, sofrem com a obesidade. Só na última década, a taxa de obesidade no Brasil quase dobrou, chegando a 20%, e o excesso de peso triplicou, para 58%. Por ano são 300 mil novos casos de pessoas diagnosticadas com diabetes tipo II. As crianças são as que mais sofrem.
Leia o rótulo 
Em 2010 uma série de empresas brasileiras de alimentos atacaram as medidas que buscavam limitar os anúncios de comidas industrializadas destinadas às crianças, ao mesmo tempo que, segundo Carlos A. Monteiro, professor de Nutrição e Saúde Pública da USP, os interesses políticos iam na mesma direção.
“O que temos é uma guerra entre dois sistemas alimentares, uma dieta tradicional de alimentos reais produzida pelos agricultores ao seu redor e os produtores de alimentos ultra processados, destinados a serem consumidos em grandes quantidades e que, em alguns casos, são viciantes. É uma guerra, mas um sistema alimentar tem um poder desproporcionalmente maior que o outro”. – alerta o especialista.

Sobre a Nestlé

Muito presente na rotina alimentar das comunidades carentes, conforme observou a reportagem do The New York Times em uma visita a uma região pobre de Fortaleza, a marca recentemente reformulou vários de seus produtos, tornando-os mais saudáveis, porém, nem tão acessíveis assim.
Até pouco tempo, a empresa patrocinava um barco para levar seus alimentos às famílias mais afastadas, mas entre seus mais de 800 produtos, boa parte do que é oferecido e consequentemente solicitado por essas regiões são seus biscoitos recheados, pudins de chocolate, cereais e achocolatados repletos de açúcar.
“Por um lado, a Nestlé é líder mundial em fórmulas lactentes [para crianças] e produtos lácteos. Por outro lado, eles estão indo para o sertão do Brasil e vendendo seus doces”. – disse Barry Popkin, professor de nutrição da Universidade da Carolina do Norte.
Desde 1970 a empresa é alvo dos ativistas da saúde pública, seja devido ao marketing agressivo, que faz com produtos destinados ao público infantil, ou até suas tramoias políticas, como aconteceu em 2000, quando a Nestlé e outras empresas alimentícias barraram uma norma, sugerida para a Organização Mundial da Saúde, que aumentaria para seis meses o tempo da amamentação com leite materno, ao invés de quatro.



Eram mais dois meses onde as mães alimentariam seus filhos com o leite materno sem precisar comprar os produtos das empresas. Resumindo, entre mais dinheiro e a saúde dos bebês, adivinha quem ganhou?

E como mudar?

O ideal seria que essas famílias (e todos nós!) diminuíssem o consumo desses alimentos, o famoso boicote. Mas como fazer a população deixar de consumir algo que realmente acreditam ser saudável?
De certo, fazer com que as empresas sejam mais claras em suas embalagens e em seus anúncios seria uma alternativa. Esclarecer para a população que, apesar do cereal ser rico em fibras e vitaminas, ele está recheado de açúcar e gordura ruim, talvez mude o comportamento dos consumidores.
Mas o problema é a dificuldade em bater de frente com a poderosa indústria alimentícia pela via legislativa. De acordo com o jornal, um estudo constatou que mais da metade dos atuais legisladores federais do nosso país foram eleitos graças as doações feitas pela indústria de alimentos.
Para contribuições nas campanhas, em 2014 a JBS concedeu U$112 milhões, a Coca-Cola deu U$6,5 milhões e o McDonald’s doou ~apenas~ U$561 mil.
A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) até tentou mudar essa realidade propondo mais rigidez, porém, após dezenas de acusações feitas pelos advogados da indústria, “a mãe deve ter o direito de escolher o que dar para o filho” ou “estarão privando as crianças…“, a agência retirou suas propostas de restrições, exceto uma, que exigia aos anúncios um aviso caso o alimento ou bebida não seja saudável.
Outras tentativas foram feitas, com o objetivo de regularizar essa situação, mas por questões políticas, os projetos criados pela Agência seguem congelados. Enquanto isso, os negócios da Nestlé e de muitas outras empresas do ramo continuam crescendo, junto com a nossa barriguinha e a piora da saúde pública.

Veja o documentário “How Junk Food is Transforming Brazil” (“Como a comida industrializada está transformando o Brasil”) produzido pelo NY Times :

https://www.youtube.com/watch?v=r0sB4KJ26ks

video

 

sábado, 23 de setembro de 2017

A Maior Variedade e Oferta de Alimentos Orgânicos de Maringá e Região!

Estamos novamente com o site aberto para as novas encomendas dos Alimentos Orgânicos da Naturinga.


Faça até segunda feira dia 25 de Setembro e receba ou retire no dia 29 de Setembro (Sexta Feira) 

PARA ABRIR A LOJA CLICAR NAS IMAGENS
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Faça o cadastro no site antes de adicionar os produtos ao carrinho de compras!
Finalize o pedido, emita o Boleto ou pague no Cartão!
Pronto!
A Sua encomenda estará disponível para retirada ou para receber (Taxa Motoboy de R$10,00 para entregas a domicilio)
Entregas apenas para os Municípios de Maringá - Sarandi e Paiçandu!
O local da retirada está indicado no site!

http://www.naturinga.com.br/



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