sábado, 2 de junho de 2018

A CHIA E O EFEITO TIRA FOME

"A porção diária recomendada é de 25 gramas, o equivalente a uma colher de sobremesa", diz a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional. Caso você passe um pouco dessa recomendação, não há grandes problemas, mas é importante não exagerar e manter sempre a dieta equilibrada, pois a chia é um tanto calórica - são 164 calorias por porção da semente. Confira tudo o que essa colherzinha diária pode fazer pela sua saúde! 

Mais cálcio que o leite

Mais ferro que o espinafre

espinafre - foto Getty Images

Proteínas para os músculos

Carrega magnésio

Vitamina A para os olhos

Potássio contra câimbras

Vitaminas do Complexo B

Antioxidantes contra radicais livres

Manganês extra

Cheia de zinco

pele saudável - foto Getty Images

Rica em cobre

comendo - Foto Getty Images





semente de chia é rica em fibras tanto solúveis quanto insolúveis. A nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional, conta que essas fibras ajudam a regular o trânsito intestinal, evitando ou tratando a prisão de ventre, por exemplo. Enquanto a aveia possui 9,1g de fibras a cada 100g do grão, a chia tem 13,6g de fibra. "Ela também proporciona mais saciedade, pois em contato com líquido no interior do estômago forma uma espécie de 'gel' que dilata o estômago, ajudando também no emagrecimento", explica.

Ômega-3, o amigo do coração

coração - foto Getty Images
É, sem dúvida, o carro-chefe nutricional da chia. A porção de semente de chia tem nada menos que 400% da nossa necessidade diária de ômega-3. É claro que quando pensamos em ômega-3, logo nos lembramos de peixes, principalmente o salmão, que é muito rico desse nutriente. Porém, de acordo com as nutricionistas, 100 gramas da semente de chia têm oito vezes mais ômega-3 que um pedaço médio de salmão.

De acordo com a nutricionista Roseli Rossi, esta gordura do bem é responsável por afastar de perto as doenças cardiovasculares. Ela reduz a formação de coágulos sanguíneos e arritmias, diminui o colesterol circulante no sangue e também aumenta a sensibilidade à insulina. "Além disso, o ômega-3 ajuda na regulação da pressão dos vasos sanguíneos uma vez que aumenta a fluidez sanguínea, evitando assim, o aumento da pressão arterial", completa a nutricionista.
Além de todos esses benefícios, o ômega-3 é importante para fortalecer o sistema neurológico, além de evitar depressão e aumentar a absorção de nutrientes.
FONTE: http://www.minhavida.com.br/alimentacao/galerias/14115-13-motivos-para-consumir-chia-a-semente-da-vez

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Os orgânicos são mais ricos



Ser livre de agrotóxicos não é a única vantagem desses alimentos. Surgem indícios de que também oferecem mais substâncias protetoras

Você certamente faria a alegria do seu nutricionista, do seu médico e da sua própria saúde se acrescentasse duas porções extras de frutas, verduras ou legumes ao dia a dia. Pois, segundo pesquisadores da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, a gente ganharia o equivalente a isso se simplesmente trocasse os alimentos convencionais por sua versão orgânica. Pelo menos em termos de antioxidantes, moléculas famosas por proteger nossas células dos pés à cabeça. Os especialistas descobriram que esses ingredientes apareciam numa quantidade de 19 a 69% maior nas safras produzidas sem pesticidas. E olha que suaram para chegar a esses números: nada menos que 343 estudos foram vasculhados.
“Além de abrangente, essa revisão é mais criteriosa do que pesquisas anteriores”, contextualiza a química Sônia Stertz, doutora em tecnologia de alimentos da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Para ela, os achados fazem total sentido e são consequência justamente da ausência de agrotóxicos e fertilizantes nitrogenados no cultivo orgânico. “Nessa situação, as plantas ativam seu próprio mecanismo de defesa o tempo todo”, esclarece. É aí que a produção de antioxidantes dispara. Afinal, na falta dos defensivos agrícolas, são eles os elementos recrutados pelo vegetal para afastar pragas, insetos e outros agressores.
“Como essas substâncias são fabricadas com o intuito de proteger a planta, costumam se concentrar na casca”, conta a nutricionista Ana Luísa Kremer Faller, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela diz isso com conhecimento de causa. Há alguns anos, a professora investigou os teores de compostos fenólicos, classe expressiva de antioxidantes, em 12 alimentos, tanto na versão convencional como na orgânica. “As frutas e hortaliças livres de agrotóxicos eram, em 80% dos casos, mais ricas nessas substâncias”, revela.
Ana Luísa pondera que é difícil cravar quão mais rico um orgânico é em relação a um produto cultivado com pesticidas. “É que uma série de fatores influencia nesse aspecto.” Ela se refere a forma de cultivo, temperatura, tipo e qualidade do solo. “Mas, no geral, os orgânicos tendem, sim, a apresentar teores mais elevados de antioxidantes“, diz. E essa é uma vantagem que o nosso organismo sabiamente comemora. “Esses componentes naturais combatem os radicais livres e, por isso, seu consumo está associado a um risco reduzido de doenças cardiovasculares e degenerativas, além de algumas formas de câncer”, ensina Sônia.
Se no campo dos antioxidantes as evidências de superioridade dos orgânicos parecem inquestionáveis, a história permanece nebulosa no quesito vitaminas e minerais. “Alguns dados não mostram diferença, outros indicam que os orgânicos são melhores. Mas o importante é que nenhum estudo até agora apontou que eles têm menos nutrientes”, diz a agrônoma Ronessa Bartolomeu de Souza, da área de Solos e Nutrição de Plantas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa. De novo, as condições de plantio e clima pesam muito nessa conta.
Pelo menos em um trabalho conduzido pela química Sônia, da UFPR, os orgânicos saíram vitoriosos. Para ter ideia, o morango isento de pesticidas tinha quantidades extras de ferro (342% a mais), fósforo (63%), magnésio (183%), potássio (80%) e fibras (26%). A batata, outro destaque no mesmo trabalho, apresentou maiores doses de selênio (33%), ferro (54%), fósforo (36%), cálcio (17%) e fibras (21%). O agrião, a cenoura e a couve-flor também fizeram bonito.

Para ninguém botar defeito

Os especialistas ouvidos por SAÚDE são unânimes ao afirmar que as pessoas deveriam priorizar os orgânicos pelo simples motivo de não carregarem agrotóxicos. “Esses produtos utilizados no Brasil são superagressivos. Muitos estão até proibidos em outros países”, alerta a nutricionista Danielle Fontes, mestre pela Universidade de São Paulo. E tem um complicador aí: o mau uso. Ana Luísa, da UFRJ, lembra que vira e mexe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisa algumas culturas e detecta quantidades exorbitantes de pesticidas. Fora que, não raro, um agroquímico indicado somente para determinado alimento é encontrado em outro. “No final das contas, tomamos uma sopinha de substâncias químicas”, resume a professora.
Como ingerimos um pouco todos os dias, é quase impossível mensurar o real impacto dessa mistureba no surgimento de doenças. Mas as perspectivas assustam. Sônia conta que, em trabalhadores que lidam diretamente com esses produtos, há relatos de lesões na pele, danos ao fígado e aos rins, complicações respiratórias, problemas neurológicos e reprodutivos, desregulação hormonal e até câncer. “A dose diária aceitável de agrotóxicos deveria ser zero”, afirma Ronessa.
Pena que o preço da comida sem defensivos afaste muitas vezes o consumidor. Para encontrar valores mais amigáveis, Ana Luísa sugere fugir de redes de supermercados. “Prefira ir às feiras”, diz. Caso não dê para comprar os alimentos da família inteira na versão orgânica, a nutricionista pede para privilegiar as crianças. “Estudos revelam que os efeitos dos agrotóxicos nelas são até dez vezes mais intensos do que em adultos”, concorda Sônia. Outro conselho: procure os relatórios da Anvisa para checar as variedades mais carregadas de pesticidas – e, com a lista em mente, priorize os orgânicos para a despensa. Mora em condomínio? Uma alternativa legal é incentivar as hortas comunitárias, até porque algumas espécies são fáceis de manipular. O que não dá é para continuar envenenando o próprio corpo.
FONTE: REVISTA

Orgânico não é só vegetal

Produtos de origem animal, como carne, leite e ovos, também podem receber o selo de orgânico. “O bovino, por exemplo, não recebe antibióticos, hormônios, quimioterápicos e ureia”, ensina Cecília Mendes, engenheira de alimentos da empresa Korin. Além disso, a ração dos animais é livre de agrotóxicos e eles não vivem em confinamento. Ou seja, seu bem-estar é levado em conta. “O resultado é que os orgânicos são minimamente processados, sem ingredientes artificiais, conservantes ou irradiação, o que mantém sua integridade e qualidade”, defende Cecília.

Onde os orgânicos arrasam

Os antioxidantes encontrados em maior número em comparação com alimentos convencionais
 Ácidos fenólicos
Quanto a mais: 19%
Onde achar: café, frutas cítricas, maçã, brócolis e pera
 Flavanonas
Quanto a mais: 69%
Onde achar: frutas cítricas, salsinha, cebola e alho
 Estilbenos
Quanto a mais: 28%
Onde achar: uva, vinho e outros alimentos roxos
 Flavonas
Quanto a mais: 26%
Onde achar: salsinha, cebola e orégano
 Flavonóis
Quanto a mais: 50%
Onde achar: chás, cacau e café
 Antocianinas
Quanto a mais: 51%
Onde achar: berinjela, morango, uva, cebola roxa e mirtilo

quinta-feira, 19 de abril de 2018

O que é Agricultura Familiar Orgânica?

O que é a  proposta da Naturinga?
A agricultura orgânica busca o desenvolvimento sustentável na produção agrícola a partir do uso de práticas alternativas que norteiam o plantio e o manejo de pragas e doenças. Utilizando-se a biodiversidade natural a favor da produção agrícola, deixando que a própria Natureza trabalhe junto com o ser humano, obtém-se como conseqüência alimentos saudáveis, com mais vitalidade, e mantém-se a saúde do solo.
A agricultura orgânica é um sistema de produção que exclui amplamente o uso de fertilizantes, agrotóxicos, reguladores de crescimento e aditivos para a produção vegetal e alimentação animal, elaborados sinteticamente.
Uma das principais características da agricultura orgânica é a sua adaptação e viabilidade em pequenas propriedades e cultivos de pequena escala. Neste sentido, e em função das particularidades da agricultura familiar, como tamanho, diversidade de produção, baixa utilização de insumos, acesso restrito a financiamentos agrícolas, a agricultura familiar é o segmento que mais pode se beneficiar com as tecnologias geradas para a agricultura orgânica.
A agricultura familiar é de grande complexidade e nela estão contidas as condições de pobreza do produtor, a desarticulação institucional que não favorece a estruturação da cadeia produtiva, a agressão ao meio ambiente por meio da utilização indiscriminada de produtos tóxicos na lavoura. Esses fatores estão intimamente inter-relacionados, uma vez que os efeitos recaem, no seu conjunto, na família rural e sua condição efetiva de trabalho e vida.
O agricultor familiar da região de Maringá ( NORTE CENTRAL e NOROESTE DO PARANA) , em geral é um produtor pobre, sem acesso a crédito, sem reservas para investir, é um micro- produtor que tem pressa e exige retorno quase imediato dos projetos econômicos em que se envolve.

Sua renda familiar deve ter rápido impacto positivo para assegurar que ele e sua família acreditem, aceitem e continuem investindo no campo de produção. Inicialmente a produção orgânica com hortaliças permite este retorno ágil, demanda maior quantidade de mão-de-obra, afetando positivamente a geração de empregos e contribuindo para valorizar as atividades da cadeia produtiva da agricultura familiar.
Em geral as unidades de produção familiar orgânica na região, são espaços produtivos menores do que 3 hectares, onde normalmente toda família trabalha, seja na produção, no beneficiamento ou na comercialização.
Desde 2012, pequenas associações vêm realizando um esforço continuado no processo de organização e capacitação dos agricultores familiares orgânicos, principalmente na viabilização da comercialização através das Feiras Livres Orgânicas que acontecem em vários municípios. 
Com o trabalho da NATURINGA, os agricultores orgânicos da região podem explorar mais uma possibilidade de escoar sua produção e melhorar seu ingresso financeiro. Por outro lado, os consumidores ganham em praticidade ao receberem, com segurança, produtos orgânicos fresquinhos em casa, além de também poderem contar com uma boa variedade de outros produtos orgânicos certificados (trabalhamos com uma lista de mais de 180 produtos).
O que é Comércio Justo?
O conceito de Comércio Justo baseia-se numa nova modalidade de parceria comercial com diálogo franco, aberto, transparente e respeitoso, que busca maior eqüidade. Contribui para o desenvolvimento sustentável através de melhores condições de troca e garantia dos direitos para produtores e trabalhadores marginalizados.
As iniciativas que trabalham com comércio justo têm por objetivo principal estabelecer o contato direto e sincero entre produtores e compradores, sem a figura de atravessadores exploradores, e minimizando as instabilidades do mercado.
Naturinga "Consumo Consciente e Comércio Justo de Alimentos Orgânicos e Agroecológicos" aplica o comércio justo e solidário junto aos seus fornecedores, na grande maioria, famílias de agricultores que vêem nesta parceria uma forma transparente de comércio. Buscamos assegurar que os agricultores recebam um preço justo por seus produtos e serviços, melhorando a qualidade de vida de suas famílias e da comunidade rural.
Por outro lado, o consumidor sabe que está adquirindo um produto de qualidade diferenciada e que contribui para uma cadeia comercial mais justa e equilibrada.
É importante perceber que, colocando-nos como facilitadores desse processo, articulando com os produtores ou com os consumidores, estamos incluindo todos nós como co-responsáveis pelo que foi e pelo que será feito na agricultura familiar, no meio ambiente e nas relações sociais.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Conheça os 12 princípios do consumo consciente

Consumir com consciência é consumir diferente, tendo no consumo um instrumento de bem estar e não um fim em si mesmo



1. Planeje suas compras
Não seja impulsivo nas compras. A impulsividade é inimiga do consumo consciente. Planeje antecipadamente e, com isso, compre menos e melhor.

2. Avalie os impactos de seu consumo
Leve em consideração o meio ambiente e a sociedade em suas escolhas de consumo.

3. Consuma apenas o necessário
Reflita sobre suas reais necessidades e procure viver com menos.

4.Reutilize produtos e embalagens
Não compre outra vez o que você pode consertar, transformar e reutilizar.

5.Separe seu lixo
Recicle e contribua para a economia de recursos naturais, a redução da degradação ambiental e a geração de empregos.

6.Use crédito conscientemente
Pense bem se o que você vai comprar a crédito não pode esperar e esteja certo de que poderá pagar as prestações.

7.Conheça e valorize as práticas de responsabilidade social das empresas
Em suas escolhas de consumo, não olhe apenas preço e qualidade do produto. Valorize as empresas em função de sua responsabilidade para com os funcionários, a sociedade e o meio ambiente.

8. Não compre produtos piratas ou contrabandeados
Compre sempre do comércio legalizado e, dessa forma, contribua para gerar empregos estáveis e para combater o crime organizado e a violência.

9. Contribua para a melhoria de produtos e serviços
Adote uma postura ativa. Envie às empresas sugestões e críticas construtivas sobre seus produtos e serviços.

10. Divulgue o consumo consciente
Seja um militante da causa: sensibilize outros consumidores e dissemine informações, valores e práticas do consumo consciente. Monte grupos para mobilizar seus familiares, amigos e pessoas mais próximas.

11.   Cobre dos políticos
Exija de partidos, candidatos e governantes propostas e ações que viabilizem e aprofundem a prática de consumo consciente.

12.  Reflita sobre seus valores
Avalie constantemente os princípios que guiam suas escolhas e seus hábitos de consumo.1.   Planeje suas compras.

Fonte: akatu.org.br/

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Orgânicos, nutricionalmente melhores!

A pergunta mais freqüente quando diz respeito a alimentos orgânicos é sobre a questão nutritiva. Dentre o público brasileiro 70 % realiza compras de artigos alimentares não só baseado no preço, mas também levam em consideração os benefícios/ malefícios que aquele alimento trará para sua saúde (nível de açúcares, sal, valor calórico, minerais, etc).

Devido a isto, muitos questionam a alimentação orgânica. O alimento orgânico trás benefícios para o meio ambiente, beneficiando nossa saúde indiretamente, mas e diretamente? O alimento orgânico, no Brasil, custa cerca de 70 a 150% a mais do que o alimento convencional. Se o consumidor vai pagar tão mais caro pelo produto orgânico, muitos pensam que se não existe vantagem nutricional do alimento orgânico quando comparado ao convencional, porque consumir o orgânico?
Bom, se pensarmos na química e bioquímica envolvidos nas plantas cultivadas no sistema orgânico e convencional, podemos dar uma explicação rápida e plausível sobre o assunto.
As plantas, assim como todos os seres do planeta, são constituídas de diversas moléculas, que se unem formando diferentes estruturas químicas como proteínas, carboidratos, alcoóis, água, sais minerais, dentre outros.
Ao adicionarmos ao “sistema” de desenvolvimento destes organismos vivos, novas estruturas químicas, como fertilizantes, pesticidas, agrotóxicos, etc., novas reações químicas surgirão nestes alimentos.
As estruturas químicas que compõem o alimento reagirão com os químicos adicionados, formando novos compostos, diminuindo a composição nutricional daquele alimento e interferindo na absorção dos nutrientes deste alimento pelo nosso organismo.
Esta resposta faz muito sentido para pessoas não leigas no assunto química, bioquímica, etc. Porém, para os leigos, isto não justifica que o alimento orgânico é mais nutritivo do que o convencional.
Bom, vamos chegar ao que interessa então. Cientistas PROVAM que alimentos orgânicos possuem maior valor nutritivo que alimentos convencionais.
Pesquisadores da Rutgers University dispuseram-se a provar que é infundada a alegação de que “alimentos orgânicos são melhores”. Compraram vários produtos em supermercados e lojas de alimentos naturais e analisaram seu conteúdo de minerais. Foram considerados como “orgânicos” os alimentos cultivados sem uso de inseticidas químicos ou fertilizantes artificiais. Os produtos não orgânicos, chamados aqui de “comerciais”, foram cultivados com vários produtos químicos para estimular o crescimento ou destruir pragas, muitos dos quais são comprovadamente cancerígenos ou estão sob suspeita de causar câncer e provocam danos para o meio ambiente e a vida selvagem. A idéia de que os produtos cultivados organicamente são melhores em termos nutricionais tem sido aceito praticamente sem comprovação. Há muito poucas provas desta suposição.
Os pesquisadores da Universidade esperavam que os produtos orgânicos tivessem um nível de nutrientes levemente mais alto, mas os resultados foram espantosos. A quantidade de ferro no espinafre orgânico era 97% mais alta do que no espinafre comercial, e o nível de manganês era 99% maior corno produto orgânico. Muitos oligoelementos essenciais estavam completamente ausentes do produto comercial, mas eram comparativamente abundantes no cultivado organicamente.
Veja os dados. Os principais elementos são medidos em mili equivalentes por 100 gramas, no material seco; os oligoelementos (elementos-traço), em partes por milhão do material seco.
Fonte:  http://www.agrisustentavel.com/doc/prova.htm

repolho org

quinta-feira, 8 de março de 2018

PROGRAMA PROSA ORGÂNICA NA RADIO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGA 106.9 FM


OUÇA O PROSA ORGÂNICA NA RADIO DA UEM!
Todos os dias - as 6 da manha - as 9hs da manha e as 16h da tarde! 


O QUE É AGROECOLOGIA?

Agroecologia, em resumo, pode ser considerada um conjunto de conhecimentos sistematizados, baseados em técnicas e saberes tradicionais (dos povos originários e camponeses) “que incorporam princípios ecológicos e valores culturais às práticas agrícolas que, com o tempo, foram desecologizadas e desculturalizadas pela capitalização e tecnificação da agricultura” (Leff, 2002, p. 42).
Como ciência, a agroecologia emerge de uma busca por superar o conhecimento fragmentário, compartimentalizado, cartesiano, em favor de uma abordagem integrada. Seu conhecimento se constitui, mediante a interação entre diferentes disciplinas, para compreender o funcionamento dos ciclos minerais, as transformações de energia, os processos biológicos e as relações socioeconômicas como um todo, na análise dos diferentes processos que intervêm na atividade agrícola.

Para os movimentos do campo, a agroecologia inclui: o cuidado e defesa da vida, produção de alimentos, consciência política e organizacional. Compreende-se que ela seja inseparável da luta pela soberania alimentar e energética, pela defesa e recuperação de territórios, pelas reformas agrária e urbana, e pela cooperação e aliança entre os povos do campo e da cidade.