quarta-feira, 4 de abril de 2018

Orgânicos, nutricionalmente melhores!

A pergunta mais freqüente quando diz respeito a alimentos orgânicos é sobre a questão nutritiva. Dentre o público brasileiro 70 % realiza compras de artigos alimentares não só baseado no preço, mas também levam em consideração os benefícios/ malefícios que aquele alimento trará para sua saúde (nível de açúcares, sal, valor calórico, minerais, etc).

Devido a isto, muitos questionam a alimentação orgânica. O alimento orgânico trás benefícios para o meio ambiente, beneficiando nossa saúde indiretamente, mas e diretamente? O alimento orgânico, no Brasil, custa cerca de 70 a 150% a mais do que o alimento convencional. Se o consumidor vai pagar tão mais caro pelo produto orgânico, muitos pensam que se não existe vantagem nutricional do alimento orgânico quando comparado ao convencional, porque consumir o orgânico?
Bom, se pensarmos na química e bioquímica envolvidos nas plantas cultivadas no sistema orgânico e convencional, podemos dar uma explicação rápida e plausível sobre o assunto.
As plantas, assim como todos os seres do planeta, são constituídas de diversas moléculas, que se unem formando diferentes estruturas químicas como proteínas, carboidratos, alcoóis, água, sais minerais, dentre outros.
Ao adicionarmos ao “sistema” de desenvolvimento destes organismos vivos, novas estruturas químicas, como fertilizantes, pesticidas, agrotóxicos, etc., novas reações químicas surgirão nestes alimentos.
As estruturas químicas que compõem o alimento reagirão com os químicos adicionados, formando novos compostos, diminuindo a composição nutricional daquele alimento e interferindo na absorção dos nutrientes deste alimento pelo nosso organismo.
Esta resposta faz muito sentido para pessoas não leigas no assunto química, bioquímica, etc. Porém, para os leigos, isto não justifica que o alimento orgânico é mais nutritivo do que o convencional.
Bom, vamos chegar ao que interessa então. Cientistas PROVAM que alimentos orgânicos possuem maior valor nutritivo que alimentos convencionais.
Pesquisadores da Rutgers University dispuseram-se a provar que é infundada a alegação de que “alimentos orgânicos são melhores”. Compraram vários produtos em supermercados e lojas de alimentos naturais e analisaram seu conteúdo de minerais. Foram considerados como “orgânicos” os alimentos cultivados sem uso de inseticidas químicos ou fertilizantes artificiais. Os produtos não orgânicos, chamados aqui de “comerciais”, foram cultivados com vários produtos químicos para estimular o crescimento ou destruir pragas, muitos dos quais são comprovadamente cancerígenos ou estão sob suspeita de causar câncer e provocam danos para o meio ambiente e a vida selvagem. A idéia de que os produtos cultivados organicamente são melhores em termos nutricionais tem sido aceito praticamente sem comprovação. Há muito poucas provas desta suposição.
Os pesquisadores da Universidade esperavam que os produtos orgânicos tivessem um nível de nutrientes levemente mais alto, mas os resultados foram espantosos. A quantidade de ferro no espinafre orgânico era 97% mais alta do que no espinafre comercial, e o nível de manganês era 99% maior corno produto orgânico. Muitos oligoelementos essenciais estavam completamente ausentes do produto comercial, mas eram comparativamente abundantes no cultivado organicamente.
Veja os dados. Os principais elementos são medidos em mili equivalentes por 100 gramas, no material seco; os oligoelementos (elementos-traço), em partes por milhão do material seco.
Fonte:  http://www.agrisustentavel.com/doc/prova.htm

repolho org

quinta-feira, 8 de março de 2018

PROGRAMA PROSA ORGÂNICA NA RADIO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGA 106.9 FM


OUÇA O PROSA ORGÂNICA NA RADIO DA UEM!
Todos os dias - as 6 da manha - as 9hs da manha e as 16h da tarde! 


O QUE É AGROECOLOGIA?

Agroecologia, em resumo, pode ser considerada um conjunto de conhecimentos sistematizados, baseados em técnicas e saberes tradicionais (dos povos originários e camponeses) “que incorporam princípios ecológicos e valores culturais às práticas agrícolas que, com o tempo, foram desecologizadas e desculturalizadas pela capitalização e tecnificação da agricultura” (Leff, 2002, p. 42).
Como ciência, a agroecologia emerge de uma busca por superar o conhecimento fragmentário, compartimentalizado, cartesiano, em favor de uma abordagem integrada. Seu conhecimento se constitui, mediante a interação entre diferentes disciplinas, para compreender o funcionamento dos ciclos minerais, as transformações de energia, os processos biológicos e as relações socioeconômicas como um todo, na análise dos diferentes processos que intervêm na atividade agrícola.

Para os movimentos do campo, a agroecologia inclui: o cuidado e defesa da vida, produção de alimentos, consciência política e organizacional. Compreende-se que ela seja inseparável da luta pela soberania alimentar e energética, pela defesa e recuperação de territórios, pelas reformas agrária e urbana, e pela cooperação e aliança entre os povos do campo e da cidade.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

NATURINGA A MAIOR VARIEDADE DE ALIMENTOS ORGÂNICOS DE MARINGA

Faça a sua encomenda dos 
ALIMENTOS ORGÂNICOS E AGROECOLÓGICOS. 
A Próxima entrega e/ou retirada será na Sexta Feira dia 02/03. 
A PARTIR DAS 13h30m.

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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Projeto de lei proíbe o livre plantio, armazenamento e distribuição de sementes

PL em tramitação no Congresso quer estabelecer royalties para agricultores que plantem as chamadas cultivares

O projeto de lei (PL) 827/2015, de autoria do deputado Dilceu Sperafico (PP-PA), conhecido como Projeto de Lei de Proteção aos Cultivares, quer restringir o livre o plantio, armazenamento e distribuição de sementes de cultivares.
Os cultivares são tipos de plantas diferentes dos organismos transgênicos e das sementes crioulas. Uma cultivar é uma nova variedade de planta, que resulta de um cruzamento entre duas espécies de linhagens puras e diferentes - são plantas que tiveram alguma modificação pela ação humana, como as híbridas. Para o plantio de cultivares sempre é necessário adquirir novas sementes.
Os obtentores de cultivares, normalmente grandes empresas, terão o direito à produção de sementes ou de qualquer forma de multiplicação comercial da cultivar no território brasileiro e terão poder de vetar a comercialização, o acondicionamento, o armazenamento para fins comerciais e o material de propagação da cultivar protegida.

Os agricultores que quiserem expor, ofertar, vender, beneficiar, reproduzir, embalar, ceder, importar ou exportar cultivares protegidas (que não sejam plantas ornamentais) ou suas partes deverão ter autorização dos obtentores de cultivares mediante certificados ou pagamento de royalts.
A exceção da limitação é para quem reproduzir os cultivares para consumo próprio como alimento, utilizar a cultivar como fonte de variação no melhoramento genético ou na pesquisa científica, utilizar o produto no máximo durante um ano e no máximo em 50% de sua área de plantio, reservar e plantar material de propagação para uso próprio e comercializar apenas o que sobrar, desde que não seja para fins de propagação da cultivar, e para quem multiplicar material de propagação exclusivamente para uso próprio, para doação ou troca com pequenos agricultores, indígenas ou comunidades tradicionais.

Entretanto, mesmo com essas exceções, os que se opõem ao projeto afirmam que o objetivo é beneficiar as grandes empresas que comercializam agrotóxicos, uma vez que as sementes cultivares não exigem a aplicação de defensivos e fertilizantes agrícolas e o veto ao seu livre cultivo aumentaria a demanda por tais produtos.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Agroecológico não é o mesmo que orgânico!

De maneira simples, podemos dizer que orgânico é o cultivo que não utiliza agrotóxicos e  fertilizantes químicos em sua produção. 

Já o agroecológico vai além, pois busca compreender, conservar e ampliar a biodiversidade dos sistemas agrícolas em conformidade com o tripé da sustentabilidade, ou seja, ambientalmente correto, socialmente justo e com viabilidade econômica.
Seguramente, nem toda produção agrícola orgânica é agroecológica, mas todo produto agroecológico é orgânico. (ou certificado ou em processo de certificação) 

Logo quando se observa uma produção agrícola com práticas ecológicas, mas que promove o esgotamento de recursos hídricos, não estabelece novos arranjos produtivos para os produtores locais e/ou, não valoriza a mão de obra no contexto social onde sua produção está inserida, dentre outros, mesmo que esta produção em algum momento, adote pratica ambientalmente correta, não podemos afirmar que esta produção seja agroecológica.




Em nosso projeto (Naturinga "Consumo Consciente e Comércio Justo e Solidário de Alimentos Agroecológicos" ) buscamos seguir os preceitos da agroecologi
a.
REFERÊNCIAS:
ALTIERI, M. A. Agroecologia: as bases científicas da agricultura alternativa. 2. ed. Rio de Janeiro: PTA- FASE, p.240,1989.
ASSIS, R. L. de; ROMEIRO, A. R. Agroecologia e agricultura orgânica: controvérsias e tendências. Desenvolvimento e Meio Ambiente, Curitiba, v. 6, p. 67-80, 2002.
PENTEADO, S. R. Introdução à agricultura orgânica: Normas e técnicas de cultivo. Campinas: Editora Grafimagem, p.110, 20

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Consumo de trigo integral traz muitos benefícios para o organismo




PexelsDepois do milho e do arroz, o trigo é o cereal mais cultivado no mundo. Usado em inúmeras receitas, esse grão vem ajudando a combater a fome da humanidade há milênios. Dele são extraídas duas formas de farinha: a branca e a integral. Com isso, muita gente ainda pergunta qual a diferença entre esses dois ingredientes.
Segundo informação da empresa alimentícia Mondeléz, a farinha de trigo integral é composta por três partes do cereal: endosperma (aproximadamente 83% do grão); gérmen (aproximadamente 3% do grão); e farelo (aproximadamente 14% do grão). Por outro, a farinha branca não traz todos esses componentes, tendo, na maioria das vezes, apenas endosperma (tecido que nutre o embrião da planta).
Segundo informação da empresa alimentícia Mondeléz, a farinha de trigo integral é composta por três partes do cereal: endosperma (aproximadamente 83% do grão); gérmen (aproximadamente 3% do grão); e farelo (aproximadamente 14% do grão). Por outro, a farinha branca não traz todos esses componentes, tendo, na maioria das vezes, apenas endosperma (tecido que nutre o embrião da planta).
Considerado um dos alimentos de origem vegetal mais completos, o consumo de cereais integrais contribui para o aumento da ingestão de fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes, sendo a farinha integral considerada um ótimo substituto da versão branca. Conforme dados da Associação Americana do Coração, os grãos integrais têm grande parte de seu conteúdo formado por fibras e compostos bioativos no farelo e no germe. Possuem também antioxidantes, vitaminas e minerais que ajudam a melhorar a circulação do sangue e contribuem para o controle dos níveis de açúcar no organismo.
Os cereais são essenciais também para quem opta por seguir uma alimentação equilibrada. Isso porque fornecem prebióticos, que são aliados de quem sofre de prisão de ventre, por exemplo. Outra curiosidade sobre o trigo é que estudos da Universidade de Harvard, dos Estados Unidos, mostram que o consumo de cereais integrais trazem benefícios no controle de doenças crônicas. De acordo com os pesquisadores, o consumo pode reduzir em 25% problemas cardíacos, além de beneficiar também pessoas com diabetes do tipo 2.